Publicado por: gelwp | Agosto 19, 2009

A volta

Malas prontas pra voltar...

Puxa, parece que ficamos muito mais que 26 dias fora… Madrugamos para fazer o check out no hotel e nos apresentamos no aeroporto às 7h da matina. Passamos rápido pelo guichê para despachar as malas e ficamos aguardando o embarque.

Michel dormia e nós fingíamos estar acordados. A lojinha do free shop abriu e a gente ainda gastou uns trocados. Depois de quase duas horas de espera lá íamos nós pra dentro do avião rumo a São Paulo. Dessa vez a viagem foi durante o dia, bem mais desgastante.

Comemos o tempo todo, assistimos filmes e Michel deu uma boa dormida, ainda bem. O tempo se arrastou mas gente chegou. Tudo certo na alfândega, pra sorte dos amigos e familiares não confiscaram os quilos de chocolate e queijo. Ainda acho que podíamos ter trazido mais, rs.

Uma super recepção nos aguardava: meus pais, meu irmão Vasni, a Fabiana, a Yasmin, todos nos eperando com calorosos abraços. Como é bom estar de volta!!!

Ainda hoje estamos sofrendo um pouco com o fuso horário. Apesar das farras gastronômicas não engordamos muito. Acho que as caminhadas compensaram.

O saldo foi positivo, ao menos nos nossos corações. A conta bancária e o cartão de crédito prefiro não mencionar.

Nossa viagem foi o contrário do que os viajantes mais experientes recomendam: viajamos com uma criança pequena, com pouco planejamento, pouco dinheiro, muita bagagem e muito apoio de amigos e família. Deu tudo certo e nos sentimos preenchidos de coisas boas, mas a experiência é tudo e a próxima será diferente, bem melhor… repararam? Já estou pensando na próxima ;-)

Mas, enquanto a próxima não vem, continuem se sentindo à vontade para ler e reler essa linda viagem!

Publicado por: gelwp | Agosto 19, 2009

Nosso último dia

Havia uma casa barco no meio do caminho. E tinha um lindo jardim!

Amsterdam ensolarada e lotada de turistas nos esperava para a despedida. Acordamos tarde, nos sentíamos cansados. Fizemos o check in do voo e isso deu a certeza melancólica de que a viagem ia acabar mesmo.

O roteiro era o Museu Anne Frank, um passeio de barco pelos canais, uma passada em uma feira de rua na Albert Cuyp Market e o Museu Van Gogh. Dia cheio para viajantes cansados.

Vimos o Museu Anne Frank, que é o local onde a família judia se escondeu dos nazistas durante a segunda guerra. Fiquei muito comovida. Miguel não gostou muito pois o local foi muito modificado para receber os visitantes. Eu achei chocante pensar na história dela e achei opressivo passar por dentro do esconderijo.

Partimos em busca do passeio de barco, mas antes passamos por um delicioso café estilo italiano, de dona italiana, e provamos maravilhosos sanduíches frios, uma torta salgada e outra doce, essa de maçã muito, muito boa.

Apesar das indicações precisas da Lavínia para o passeio de barco camelamos para achar o porto de partida. Uma hora depois estávamos embarcando, sempre com a maior empolgação do Michel! Foi legal fazer o passeio, a gente viu muita coisa que não ia dar tempo de ver à pé e soube de muita coisa nova. Foi relaxante também. O passeio durou uma hora.

Depois corremos para a feira. Como a mala do Miguel descosturou e nos deixou na mão a gente foi atrás de uma nova mala pra poder levar os quilos de chocolate para o Brasil em segurança. Como demoramos em todas as etapas anteriores chegamos literalmente no fim da feira. Deu tempo de comprar a mala e só.

Bem, o Van Gogh ficou pra próxima viagem…

Na volta pra estação de trem paramos para fazer uma refeição bem típica… de turistas. Apelamos para o KFC e nos enchemos de frango frito. Agora era só arrumar as malas e dormir um pouco antes de ir pro aeroporto.

Publicado por: gelwp | Agosto 19, 2009

Lavínia na Holanda

Lavínia e seu sorriso pra lá de simpático

O Miguel tem uma amiga de longa data que mora em Amsterdam. Amigos de internet, eles nunca tinham se encontrado. Na quinta, penúltimo dia da viagem, fomos até a casa dela e tivemos uma linda recepção.

Lasanha, pãezinhos, salda vinho e muito calor humano. Lavínia e seu namorado Michel foram muito calorosos. Conversamos muito sobre como é viver lá. Ela está totalmente adaptada e tem um bom emprego.

Pra completar a noite ganhamos uma carona até o hotel e ainda levamos de brinde uma sacolinha com itens de lanchinho para o dia seguinte! Demais!

Publicado por: gelwp | Agosto 14, 2009

Sob a luz de Rembrandt

Compre seus ingressos online ou enfrente a fila comendo um hot dog

Rembraandt van Rijn é um dos mais importantes mestres da pintura. Aqui ele tem o destaque que merece: um lindo museu e referencias da sua arte por toda a parte.

Tivemos o privilégio de conhecer o Rijksmuseum e o que vimos foi um deslumbre. Um museu pequeno, mas extremamente organizado e lindo.

Passamos bastante tempo por lá, depois caminhamos bastante pelos arredores e fomos jantar.

A intenção era ir também no Museu Van Gogh, mas um museu por dia foi stress suficiente para o Michel. Aviso pra quem leva crianças: os seguranças ficam no pé pra não fazer barulho, ou seja, meio complicado…

Publicado por: gelwp | Agosto 14, 2009

Luz vermelha e futebol

Não é que as moças ficam na vitrine mesmo!

Ainda na quarta tínhamos pouco tempo pra ver alguma coisa mas quisemos aproveitar pra andar um pouquinho. Pegamos o trem e fomos até a Centraal Station e fomos dar uma voltinha no centro.

Acabamos indo parar no distrito da Luz Vermelha, onde trabalham as moças da noite. Como ainda era dia não vimos muito, e nem veríamos mesmo pois estamos com o Michel.

O que nos assustou mesmo foi a invasão de torcedores britânicos nessa área. A cidade estava cheia por causa de um jogo de futebol. Mesmo terminando em empate teve briga de torcidas. Os torcedores cheios de cerveja lotaram o centro e o cheiro de xixi era insuportável.

Saímos rapidinho de lá pra evitar as confusões.

Obs.: sobre o xixi… parece que os holandeses e belgas não se importam muito com privacidade. Passamos por vários toilletes sem portas, com poucas portas e o ápice cabines que pareciam somente um biombo totalmente a céu aberto no centro de Amsterdam.

Publicado por: gelwp | Agosto 14, 2009

Hospitalidade

Leon e seu inseparável café, em Liége

Eu poderia dizer que ficar na casa do Leon pra nós foi muito legal pois economizamos hotel. Mas a estadia foi muito além disso, ele foi um excelente cicerone nos mostrando lugares muito legais, nos deixando totalmente à vontade em sua casa e até levando a gente de carro para Amsterdam!

Obrigada Leon, foi muito legal!

Publicado por: gelwp | Agosto 14, 2009

Quase sem teto em Amsterdam

CitizenM bem do ladinho do aeroporto

Chegamos em Amsterdam na quarta à tarde. Na nossa inexperiência de viajantes novatos deixamos pra reservar o hotel em cima da hora. Ficamos sem hostel e sem acomodação perto do centro. Mas sabe que foi bom? Acho que tem uma fadinha ajudando nossa viagem.

Acabamos ficando no CitizenM, ao lado do aeroporto. Conseguimos uma promoção e vamos pagar menos que no hostel com muito mais conforto. E vai ser muito mais fácil ir com as malas até o aeroporto, a porta do hotel é a 500 m da entrada do aeroporto.

Tem mais. O hotel é um barato, com decoração super moderna, staff muito simpático e sistemas bem automatizados. Únicas desvantagens: o café da manhã é caro e não é muito legal (eles dão umas sacolinhas com algumas coisas como iogurte, suco, croissant, pra você comer no quarto). Outro problema é que pra ir para o centro de Amsterdam temos que tomar o trem, que é ótimo e eficiente e rápido mas muito caro.

Publicado por: gelwp | Agosto 12, 2009

Dutch, francês, alemão

Placas educativas no trem: em francês e dutch

Eu achava que na Bélgica o francês ia predominar. Engano. Aqui em Neerpelt é falado o Dutch. Em Liége é o francês. Não conhecemos a região que fala alemão mas o Leon nos disse que é bem forte por aqui também. Ou seja, o cidadão belga deveria falar pelo menos 3 línguas.

Isso tudo sem contar os imigrantes que ainda falam em suas línguas mães (iídiche, hebraico, turco, árabe, espanhol) e os turistas, cada um contribuindo para essa música desconexa dos idiomas.

A diversidade na língua oficial aconteceu por causa das consquistas e ‘desconquistas’ durante os séculos que antecederam a formação do país. Os outros povos ficaram por aqui formando uma nova nação mas com as línguas de origem. Maluco, né?

Publicado por: gelwp | Agosto 12, 2009

De trem para Brugge

No centro um autêntico burgo medieval (cheio de turistas, claro)

Ontem nos aventuramos nas estradas de ferro belgas. Acordamos um tiquinho mais cedo e o Leon nos levou até a estação de Neerpelt. Ele nos ajudou a comprar as passagens. Foi marmelada. Se estivéssemos sozinhos ia ser bem mais difícil. Aqui nem todo mundo fala inglês.

Tivemos que fazer duas conexões e levamos 2h50 pra chegar em Brugge. Nos trens fomos extremamente bem atendidos, as conexões foram fáceis, mas passamos tanto por estações lindas e fofas como por estações bem sujinhas e fedidas.

Brugge é de tirar o fôlego. A cidade é conhecida como um destino romântico e como excelente ponto para comprar chocolate. Mas além disso tem toda a arquitetura histórica que engole a gente com sua beleza. Na praça central uma imensa torre com carrilhões olha imponente para as centenas de turistas que passam pra lá e pra cá.

Fizemos um passeio de barco, a cidade é cortada por canais, e o guia vai apontando os principais pontos turísticos e contando a história da cidade. Valeu a pena.

Experimentamos alguns chocolatinhos, claro né! Aqui comemos as trufas de chocolate amargo mais deliciosas que já experimentei!

Depois voltamos para Neerpelt. Mais 2h50 de viagem. Mas valeu muito a pena!

Publicado por: gelwp | Agosto 12, 2009

Liége

Um doce muito doce e delicioso feito e saboreado em Liége!

Ao saírmos do parque não tinhamos certeza pra onde ir. Nos demos conta que na quarta não poderíamos ir para Bruxellas ou Antuérpia, como tínhamos programado. Mas ir para uma dessas cidades no final da tarde seria muito corrido.

Então decidimos ir para Liége. Essa é a cidade de origem de parte da minha família. Os avô materno de minha mãe, meus bisavô, foi de lá para o Brasil no final do século 19. Acho que ainda temos parentes por lá, mas não temos mais contato com a família de Laet.

A cidade nos surpreeendeu com as contruções de casas coladinhas umas nas outras, igrejas lindas e bem antigas e um palácio bem no centro da cidade. Fora do centro histórico porém, a cidade tem uma cara urbana mais moderna, mais parecida com São Paulo.

Foi muito bacana conhecer uma cidade que faz parte da minha história.

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